Procon abre processos contra Copel e Sanepar após apagão e falta de água em Campo Mourão
Órgão de defesa do consumidor quer explicações sobre as interrupções, cobra medidas para evitar novos problemas e avalia providências administrativas
Assessoria de Comunicação Prefeitura de Campo Mourão O temporal que atingiu Campo Mourão na tarde desta segunda-feira (31) deixou um rastro de transtornos para moradores de diferentes regiões da cidade. Além da falta de energia elétrica, a interrupção no fornecimento também comprometeu o abastecimento de água e chegou a afetar o funcionamento de escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).
Diante da situação, o Procon de Campo Mourão abriu processos administrativos contra a Copel e a Sanepar para apurar as causas dos problemas e cobrar respostas das concessionárias responsáveis pelos serviços.
A falta de energia atingiu, entre outros pontos, a unidade de captação de água da Sanepar. Sem energia para manter o sistema funcionando normalmente, a produção de água foi comprometida e os reservatórios que abastecem o município chegaram a níveis praticamente zerados.
O resultado foi sentido diretamente pela população, com falta de água em praticamente toda a cidade. Segundo a Sanepar, a previsão é de que o abastecimento seja totalmente normalizado durante a madrugada desta quarta-feira (2).
Os reflexos do desabastecimento ultrapassaram as residências e chegaram à rede municipal de ensino.
Nesta terça-feira (1º), 12 escolas municipais e nove CMEIs precisaram suspender as aulas no período da tarde devido à falta de água. A situação afetou a rotina de centenas de estudantes, professores e funcionários.
Para o Procon, episódios como esse reforçam a necessidade de que as concessionárias estejam preparadas para enfrentar situações de emergência e garantir a continuidade dos serviços considerados essenciais.
Nos processos administrativos, o órgão solicitou às duas empresas informações detalhadas sobre as ocorrências, incluindo as causas das interrupções, as providências adotadas e o tempo necessário para o restabelecimento dos serviços.
Também foram solicitados dados sobre o número de reclamações registradas pelos consumidores nos últimos 30 dias, o tempo médio de atendimento das ocorrências, investimentos realizados e melhorias previstas para Campo Mourão.
O Procon também quer saber quais medidas estão sendo planejadas para evitar que situações semelhantes voltem a provocar transtornos à população.
Em relação à Copel, o órgão questiona ainda as constantes quedas de energia registradas no município, quais regiões são mais afetadas, a estrutura disponível para atender as ocorrências e se existe um plano específico para reduzir tanto a frequência quanto a duração das interrupções.
No caso da Sanepar, uma das principais preocupações está justamente na relação entre o fornecimento de energia e o abastecimento de água.
O Procon questionou quais alternativas podem ser adotadas para evitar que uma interrupção no fornecimento de energia paralise novamente o sistema de abastecimento.
Entre os questionamentos está a possibilidade de instalação ou utilização de geradores e outros sistemas de alimentação emergencial nas unidades de captação, tratamento e bombeamento de água.
A intenção é verificar se existem mecanismos capazes de manter o sistema funcionando mesmo diante de novos temporais ou interrupções prolongadas no fornecimento de energia.
A direção do Procon destacou que energia elétrica e abastecimento de água são serviços essenciais e que a população não pode ficar desassistida diante de falhas que comprometam sua continuidade.
Segundo o órgão, cabe ao Procon defender os direitos dos consumidores, fiscalizar a prestação dos serviços, buscar informações e cobrar das concessionárias as providências necessárias quando os problemas atingem a população.
Copel e Sanepar deverão apresentar respostas completas e fundamentadas aos questionamentos feitos pelo órgão.
Após analisar as informações, o Procon poderá adotar novas medidas administrativas, caso sejam identificadas irregularidades ou falhas na prestação dos serviços.
Enquanto isso, moradores de Campo Mourão aguardam não apenas a normalização completa do abastecimento, mas também respostas sobre o que poderá ser feito para evitar que um novo temporal transforme novamente a falta de energia em um problema ainda maior para toda a cidade.





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