Polícia Civil e Ministério Público investigam possível desvio de donativos destinados a vítimas de tornado
Mandados de busca foram cumpridos em órgãos públicos de Rio Bonito do Iguaçu; documentos e notebooks foram apreendidos durante a operação
Foto: Arquivo da internet A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em conjunto com o Ministério Público do Paraná (MPPR), cumpriu nesta quarta-feira (2) mandados de busca e apreensão em órgãos públicos de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Estado. A ação faz parte de uma investigação que apura uma possível irregularidade na destinação de donativos arrecadados para atender famílias atingidas pelo tornado que devastou o município.
A investigação apura, em tese, a possível prática do crime de peculato, relacionado à destinação de bens, alimentos e outros mantimentos que foram arrecadados com o objetivo de auxiliar a população atingida pelo desastre natural.
Os mandados foram cumpridos na Secretaria Municipal de Assistência Social e em um barracão localizado no Centro de Eventos de Rio Bonito do Iguaçu. Os dois espaços eram utilizados para receber e armazenar os donativos antes que fossem encaminhados às famílias atingidas.
Investigação busca esclarecer destino das doações
De acordo com a Polícia Civil, a operação tem como objetivo esclarecer qual foi o destino dado aos materiais arrecadados e verificar se houve eventual apropriação, desvio ou utilização indevida de itens que estavam sob responsabilidade ou custódia do poder público.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os investigadores apreenderam documentos e equipamentos de informática, incluindo notebooks.
Todo o material recolhido deverá passar por análise técnica e ser confrontado com outras informações já obtidas ao longo da investigação. A medida busca identificar possíveis irregularidades e esclarecer como ocorreu a administração e distribuição dos donativos.
Apuração segue sob sigilo
A investigação é conduzida pela 2ª Subdivisão Policial de Laranjeiras do Sul, em conjunto com o Ministério Público do Paraná.
Até o momento, as autoridades não divulgaram os nomes de possíveis investigados, valores envolvidos ou a quantidade de donativos que eventualmente possam ter sido desviados. Também não houve registro de prisões nesta etapa da operação.
A investigação permanece sob sigilo e deverá avançar a partir da análise dos documentos e equipamentos apreendidos.
O objetivo é esclarecer se houve ou não responsabilidade criminal na administração dos donativos destinados às pessoas que perderam bens e tiveram suas vidas afetadas pelo tornado.
A operação ocorre em meio a uma apuração que busca preservar a finalidade das doações recebidas justamente em um momento de grande vulnerabilidade para as famílias atingidas pelo desastre.





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