CAMPO MOURÃO LANÇA CAMPANHA “MAIO LARANJA” DE COMBATE À VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTIL
Município reforça ações de conscientização e alerta para o aumento de casos atendidos pela rede de assistência social
Assessoria de comunicação Prefeitura Municipal de Campo Mourão Por Redação
A campanha Maio Laranja 2026 foi oficialmente aberta nesta quarta-feira (6) em Campo Mourão com o objetivo de combater o abuso e a violência sexual contra crianças e adolescentes. A iniciativa busca mobilizar a sociedade e fortalecer a rede de proteção aos direitos do público infantojuvenil.
O lançamento aconteceu em frente ao Paço Municipal e reuniu representantes da rede de assistência social, autoridades municipais e integrantes do sistema de justiça. Estiveram presentes o prefeito Douglas Fabrício, a vice-prefeita Fátima Nunes, além dos vereadores Bina Teixeira, Hélio HG e Eliane do Café.
Também participaram a secretária municipal de Assistência Social, Márcia Calderan, o juiz diretor do Fórum de Campo Mourão, Edson Jacobucci Junior, e o promotor público Luciano Rahal.
No município, a campanha é coordenada pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social, serviço especializado da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEASO). Durante o mês, faixas e flores artificiais de gérbera — símbolo da campanha — serão instaladas em instituições da rede de proteção.
As ações incluem mobilizações no Fórum Estadual, Conselho Tutelar, Delegacia da Mulher, Defensoria Pública e demais órgãos ligados ao atendimento de vítimas. No dia 18 de maio, será apresentada uma peça teatral sobre o tema no Teatro Municipal.
A data faz referência ao caso da menina Araceli Cabrera Crespo, de oito anos, sequestrada e assassinada em 1973, em Vitória. O episódio motivou a criação do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Dados apresentados pela rede de assistência revelam preocupação crescente no município. Em 2025, o CREAS registrou 187 novos atendimentos relacionados a situações de violência contra crianças e adolescentes, sendo 58 casos de violência sexual. Já nos primeiros quatro meses de 2026, 128 crianças e adolescentes passaram a ser acompanhados pelo serviço.
Segundo os profissionais da rede, mais de 80% dos casos acontecem dentro do ambiente familiar, o que dificulta as denúncias e o enfrentamento do problema.
Casos de violência podem ser denunciados ao Conselho Tutelar, à Delegacia da Mulher ou por meio do Disque 100, canal nacional de denúncias de violações de direitos humanos.






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