Corpo de Isabel Brilhador é encontrado enterrado no quintal da própria casa em Campo Mourão
Idosa de 65 anos estava desaparecida desde o início de setembro; principal suspeito já estava preso após investigação identificar Pix de aproximadamente R$ 80 mil da conta da vítima
Fotos: noticiascm.com.br O desaparecimento de Isabel Brilhador, de 65 anos, que mobilizou familiares e forças de segurança durante vários dias em Campo Mourão, teve um desfecho trágico nesta terça-feira (15). O corpo da idosa foi localizado enterrado no quintal da própria residência, no Jardim Cidade Alta. A localização foi confirmada pela Polícia Civil.

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Segundo informações divulgadas após o avanço das investigações, o corpo estava em uma cova rasa, em uma área utilizada como horta na lateral do imóvel. A localização ocorreu após novas informações chegarem aos investigadores. Uma das fontes que acompanha o caso informa que uma denúncia anônima levou os policiais novamente à residência.
O local foi isolado para o trabalho da Polícia Científica. O corpo deverá passar por exames periciais para determinar a causa da morte e auxiliar na reconstrução da dinâmica do crime.
Desaparecimento mobilizou buscas em Campo Mourão
Isabel estava desaparecida desde 4 de setembro. A preocupação da família aumentou depois que parentes começaram a estranhar a forma como mensagens estavam sendo enviadas pelo celular da idosa. Familiares relataram que ela costumava mandar áudios e fotografias, mas passou a responder apenas por textos e de maneira considerada incomum.
Em determinado momento, familiares foram até a casa e entraram no imóvel com auxílio de um chaveiro. No interior da residência foram encontradas roupas que Isabel havia separado para uma viagem a Curitiba, que deveria realizar nos dias seguintes.
A Polícia Civil iniciou uma série de diligências, incluindo análise de dados do telefone celular, imagens, depoimentos e buscas em diferentes pontos da cidade.

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Na quarta-feira (9), policiais civis, Corpo de Bombeiros e um cão farejador especializado realizaram buscas em uma extensa área de mata nas proximidades da Rua Venceslau Virchow, no Jardim Arnaldo Walter Bronzel. Dados analisados durante a investigação indicavam que o celular da idosa havia passado pela região, mas nada foi encontrado naquele momento.
Pix de cerca de R$ 80 mil levou investigação até suspeito
Um dos principais desdobramentos ocorreu na quinta-feira (10), quando um homem de 31 anos, que teria um relacionamento a dois anos com Isabel, foi preso temporariamente durante a investigação.
Segundo a Polícia Civil, foi identificada uma transferência via Pix de aproximadamente R$ 80 mil, realizada da conta de Isabel para a conta do investigado justamente na semana de seu desaparecimento.
A polícia também informou que o homem apresentou contradições durante os depoimentos, especialmente em relação à cronologia dos acontecimentos. Esses elementos contribuíram para o pedido de prisão temporária enquanto as investigações continuavam.
De acordo com o delegado Luã Mota, responsável pelo caso, o investigado mantinha um relacionamento com Isabel havia aproximadamente dois anos. Conforme as informações divulgadas, familiares afirmaram não saber da relação.
A defesa do homem, por outro lado, nega que ele tenha participado do desaparecimento ou da morte de Isabel e afirma que o investigado está colaborando e prestará os esclarecimentos necessários. A prisão, até o momento, é temporária e a responsabilidade criminal ainda depende da conclusão da investigação.
Investigação agora busca esclarecer a morte
Com a localização do corpo, o trabalho policial entra em uma nova fase. A investigação deverá esclarecer quando e como Isabel morreu, quem enterrou o corpo no quintal, a origem e as circunstâncias da transferência dos R$ 80 mil e se houve participação de outras pessoas.
A Polícia Civil também investiga a hipótese de que Isabel tenha morrido antes da data em que seu desaparecimento foi oficialmente percebido e que mensagens possam ter sido utilizadas para manter familiares acreditando que ela ainda estava em contato. Essa linha foi mencionada pelo delegado responsável pelo caso, mas depende da conclusão do inquérito e dos exames periciais.
O corpo foi encaminhado para exames no Instituto Médico-Legal. Os laudos serão fundamentais para apontar a causa e a provável data da morte.
O caso, que começou como um desaparecimento e mobilizou buscas durante cerca de 11 dias, passa agora a ser aprofundado como uma investigação sobre a morte da aposentada.





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